MV BILL*** muito além e bem melhor que na imaginação!
A notícia corre que nem água. Todos dizem: Os ingressos vão se esgotar!
Boa parte da pequena população ipatinguense espera. Quem curte hip-hop. Quem gosta de rap. Quem faz parte do movimento. E até quem se movimenta sozinho. Todos... simplesmente todos não querem deixar de prestigiar. O espetáculo ainda não começou, mas o silêncio já toma conta do teatro. Ninguém quer perder uma só parte. Nem uma fala. Nem uma palavra. Porque quem vai dizer, sabe bem do que está falando. Ele vive. Relembra. Suspira, emenda. Aplausos! mais aplausos... Algumas pessoas nem sabem exatamente o porque de estar aplaudindo. Não entendem. Não conhecem. Vivem apenas por viver. Mas aplaudem sem pestanejar. Porque a figura é ilustre. O papo é gostoso. A idéia é cabeça. E as perguntas... mesmo que mal elaboradas dão margem ao pensamento fuido de alguém que tem mestrado em realidade brasileira.
*** Agora estou ainda mais certa de estamos mesmo " junto e misturado"... ***
quarta-feira, 8 de agosto de 2007
sexta-feira, 3 de agosto de 2007
Tudo o que não se deve fazer
"Só na velhice a mesa fica repleta de ausências."
(Fabrício Carpinejar in Terceira sede)
Estudante de jornalismo... Estudante de jornalismo envia em 24/7/2007 às 1:56:51 PM "Quem assistiu as coberturas dos dois ultimos PANs, pela ESPN Brasil, sabe que esta cobertura esta sendo bem aquem das demais, nos primeiros dias dividos aos problemas citados no artigo, perderam completamente, talvez devido aos problemas tecnicos. Agora passado varios dias de competição estão novamente no bom caminho que sempre trilharam. Eu por sua vez tenho oportunidade de comparar com a Sportv, que é a cara do sistema Globo de comunicação(...)
Janistraquis adorou o post do estudante de jornalismo, ó Alceu, e considerou “do cacete” a frase que começa assim: “Eu, por sua vez, tenho...”."
******
Pelo menos demais...
"O considerado Ageu Vieira lia a Folha de S. Paulo Online quando aquaplanou e derrapou nesta notícia sobre a tragédia com o avião da TAM: Bebês, idosas e grávidas estão entre vítimas
Entre os pelo menos 192 mortos na tragédia no aeroporto de Congonhas, havia famílias inteiras de férias, um grupo de aposentadas com idades entre 71 e 85 anos e pelo menos duas grávidas e duas crianças pequenas. Eram ao menos 75 mulheres. Também havia estrangeiros a bordo -pelo menos um argentino, dois franceses e um peruano.
Ageu convocou Janistraquis: ”Você não acha que a notícia tem ‘pelo menos’ demais?”
Meu secretário examinou e examinou o texto e depois respondeu:
“Acho”. "
******
Homem preso com Z
"A considerada Raquel Lang leu em O Dia Online, enviou pro não menos considerado Tiago Cordeiro e este despachou para cá mais uma medalha de ouro do idioma pátrio:
Homem prezo com fuzil e drogas em Piedade
Rio - Policiais do 3º BPM (Méier) fizeram uma operação na rua Manoel Corrêa, acesso ao Morro do Urubu, em Piedade, após receberem uma denúncia, através do Disque-Denúncia, de que homens armados com fuzil estariam vendendo drogas no local. Na operação os policiais prenderam Odivaldo Manoel de Araújo, de 22 anos, conhecido como "Nem", que portava um fuzil Rugger, 15 cartuchos de munição e 489g de cocaína.
O traficante foi levado para a 24ª DP (Encantado) onde foi autuado.
Raquel ficou horrorizada com o homem PREZO (“gente, os computadores têm corretor ortográfico, como um jornalista pode escrever isto???”), porém Janistraquis resolveu teorizar a respeito:
“Considerado, precisamos entender que, quando algum homem é realmente prezo, só o diabo çolta.” "...
*** ***
Material retirado do site http://www.comunique-se.com.br/ categoria: colunas.
Porque pimenta nos olhos do outros meu bem, é refresco!
(Fabrício Carpinejar in Terceira sede)
Estudante de jornalismo... Estudante de jornalismo envia em 24/7/2007 às 1:56:51 PM "Quem assistiu as coberturas dos dois ultimos PANs, pela ESPN Brasil, sabe que esta cobertura esta sendo bem aquem das demais, nos primeiros dias dividos aos problemas citados no artigo, perderam completamente, talvez devido aos problemas tecnicos. Agora passado varios dias de competição estão novamente no bom caminho que sempre trilharam. Eu por sua vez tenho oportunidade de comparar com a Sportv, que é a cara do sistema Globo de comunicação(...)
Janistraquis adorou o post do estudante de jornalismo, ó Alceu, e considerou “do cacete” a frase que começa assim: “Eu, por sua vez, tenho...”."
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Pelo menos demais...
"O considerado Ageu Vieira lia a Folha de S. Paulo Online quando aquaplanou e derrapou nesta notícia sobre a tragédia com o avião da TAM: Bebês, idosas e grávidas estão entre vítimas
Entre os pelo menos 192 mortos na tragédia no aeroporto de Congonhas, havia famílias inteiras de férias, um grupo de aposentadas com idades entre 71 e 85 anos e pelo menos duas grávidas e duas crianças pequenas. Eram ao menos 75 mulheres. Também havia estrangeiros a bordo -pelo menos um argentino, dois franceses e um peruano.
Ageu convocou Janistraquis: ”Você não acha que a notícia tem ‘pelo menos’ demais?”
Meu secretário examinou e examinou o texto e depois respondeu:
“Acho”. "
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Homem preso com Z
"A considerada Raquel Lang leu em O Dia Online, enviou pro não menos considerado Tiago Cordeiro e este despachou para cá mais uma medalha de ouro do idioma pátrio:
Homem prezo com fuzil e drogas em Piedade
Rio - Policiais do 3º BPM (Méier) fizeram uma operação na rua Manoel Corrêa, acesso ao Morro do Urubu, em Piedade, após receberem uma denúncia, através do Disque-Denúncia, de que homens armados com fuzil estariam vendendo drogas no local. Na operação os policiais prenderam Odivaldo Manoel de Araújo, de 22 anos, conhecido como "Nem", que portava um fuzil Rugger, 15 cartuchos de munição e 489g de cocaína.
O traficante foi levado para a 24ª DP (Encantado) onde foi autuado.
Raquel ficou horrorizada com o homem PREZO (“gente, os computadores têm corretor ortográfico, como um jornalista pode escrever isto???”), porém Janistraquis resolveu teorizar a respeito:
“Considerado, precisamos entender que, quando algum homem é realmente prezo, só o diabo çolta.” "...
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Material retirado do site http://www.comunique-se.com.br/ categoria: colunas.
Porque pimenta nos olhos do outros meu bem, é refresco!
sexta-feira, 20 de julho de 2007
Eu tenho namorado?
Ps: Só para poder acabar com a dúvida de alguém que leu o post publicado antes de minha tragédia; Eu achava que tinha um namorado tal qual o existente no texto "Ter ou não ter namorado" de Carlos Drumond de Andrade. Mas eu não tenho um namorado. Muito menos assim... como o Carlos descreveu. Talvez eu já tivesse tido um dia. Talvez, todas as pessoas que têem namorado e estão passando por momentos felizes achem que tem namorado como o namorado de Carlos Drumond de Andrade. Na verdade o que todos nós temos.. é só um reles namorado. Cheio e transbordante de defeitos. Mas o que não deixa de ser um namorado. Nem os tornam melhor ou pior que qualquer namorado. Só são namorados. E pronto.
Porque azar pouco é bobagem... aproveitemos até o lado ruim da vida em abundância.
Há tempos você faz planos para casar. Tenta arrumar as coisas. Mesmo que mentalmente. Tudo, tudo com a intenção de que isso saia do papel. Ou melhor, da idéia. Imagina o melhor modelo de roupa: um vestido. E acaba por se tornar a mais nova design de si mesmo. Inventa moda. Cria situações. Conta o número de convidados, põe na lista. Faz um balanço do tamanho do local desejado, apreça. Risca, Rabisca. Amassa a folha e joga fora. Desiste porque sabe que tudo isso vai demorar um pouco. Um pouco que está se tornando uma eternidade para você. Porque você vê as coisas de uma outra forma. E está consciente de que quando tudo isso ocorrer ( fora do papel e da idéia), os preços, a idéia, os convidados, o local... ou até mesmo o namorado já não seja mais o mesmo. Então tenta esquecer tudo. Só pra não ficar ainda mais triste. Ou ao menos tentar aproveitar o momento com tudo o que você tem direito. Desfruta da companhia. Valoriza os defeitos. Se esforça para tentar entender porque os planos de ambos nem sempre são os mesmos. Ou tenta disfarçar que entende a demora. Porque você sabe que as coisas não estão mesmo muito fáceis ultimamente. Mas não vê desculpa para não traçar metas. E acaba percebendo que você não tem direito a quase nada. Muito menos da quantidade que imaginava.
Você, há muito faz planos para viajar. Imagina rever a família. Sorrir aquele memso sorriso de quando ainda era uma criança. Com as mesmas companhias. Os mesmos tios. Que agora inevitavelmente ( ou há algum pequeno tempo atrás) você descobre que não eram tios. Eram primos. E se envergonha disso. Mesmo que ainda tenha a desculpa de dizer que ainda era criança quando os chamava assim. Mas a vergonha logo passa. E vem o entusiasmo de relembrar de como era bom quando dançava samba enquanto os "tios" batucavam em algum terreiro familiar. E sonha viver tudo de novo. Porém agora com um pouco mais de corpo e molejo. Mas sempre com o mesmo riso. E a companhia do até então ( porque você ainda não se desfez dele) namorado citado no artigo acima. Com a esperança de que o "dito cujo" se empolgue com a estrutura familiar feliz que ele presencia. Tanto, que ele saia correndo dali afim de passar no cartório em pleno sábado à tarde, dizendo que vai ficar ali, para esperar até segunda-feira que local abra suas portas novamente. Afim de não esperar mais nenhum instante. Nem correr o risco de que outras pessoas desesperadas em concretizar uma união conjugal o façam esperar ainda mais tempo na fila. Até mesmo porque ele agora também concorda em dizer que parece ter passado uma eternidade longe de você. Mas antes que esta felicidade realmente aconteça, você se depara com o seu pai que logo corta o seu barato dizendo que não vai deixar você viajar. Mas tudo isso tem um único motivo. Que você conhece muito bem. É a sua mãe. Que acha um verdadeiro absurdo um casal de namorados viajar sozinhos seja lá pra onde quer se seja. E seja lá com que objetivo ou força maior que seja. E mais uma vez você se desfalece por não poder conseguir mudar o seu rumo. Porque antes era a idéia de uma só pessoa para mudar. E agora meu bem... são três.
Então você imagina aproveitar o resto de férias que lhe resta de uma maneira mais sutil. Já escolhe mentalmente os filmes que vai querer assistir. As músicas que vai ouvir. O sono que vai dormir. Os lugares para frequentar. Os dias para namorar. Tudo isso porque precisa muito aproveitar os 10 dias que ainda lhe restam. Afinal, férias só passam a ser contabilizadas quando a ajudante da sua mãe chega das férias dela. E mesmo que você ache injusto ela tirar férias em plenas suas férias... ninguém além de você se importar com isso. Nem as três pessoas citadas acima, e muito menos a ajudante da sua mãe. Que consequentemente chega dois dias atrasada só para diminuir ainda mais os seus míseros dias de férias.
Então chega o 1º dia (dos três que ainda restam) de folga do seu namorado e também o dia em que você programou para desabafar com ele a tristeza de não poder viajarem. Mas ele não parece se importar muito com isso. O único consolo é: "Um dia isso passa". Mas pelo telefone, não consegue te convencer de que ele esteja tão satisfeito assim. E antes que você sugira um passeio vespertino, ele ressalta um sorriso e diz que vai sair com os amigos. Precisa comemorar a aposentadoria de sabe se lá quem (tudo isso porque você mal conhece os amigos dele, mesmo depois de três anos de namoro) numa lagoa que você adora ir. Mas você não poderá os acompanhar desta vez porque só vai "os cuecas". E os seus planos mais uma vez vão por água abaixo. Mas tão baixo que você não faz idéia de onde vai parar. Mas não se deixa abater. Ele termina dizendo só para lhe convencer: "à noite vou aí, pra gente namorar". E você fica o dia todo esperando a noite chegar. Para poder namorar, desabafar. Se animar. E a noite finalmente chega. Mas o namorado não. Você liga e a mãe dele te pergunta: "Uai, você não estava com ele? Ele ainda não chegou". Você desliga ainda mais chateada. Mas segura mais uma vez o choro. Não quer estar com a cara inchada quando ele chegar. Se chegar. Mas é melhor prevenir. Você quer demonstrar que se alegra por ele se divertir com os amigos. Segura e segura. Por muito tempo. Até não aguentar mais. E desabar no seu quarto. Encharcar o travesseiro. Qua aliás ainda é o único que está sempre ali no mesmo lugar quando você o procura. Talvez seja porque não tenha pernaspara também correr de você. Mas isso pouco importa nesse momento.
Você agora faz planos para dormir. A cama também não pode fugir de você. Logo, o telefone toca. Você sabe quem é e decide não atender. Deixa tocar até cair a ligação. E volta a deixar tocar mais outras duas vezes até não resistir e atender.
"Oi!", sai do outro lado da linha.
"Oi!", você resmunga sem deixar claro de que está resmungando.
"Tudo bem?"
Você imagina: que idéia ele me ligar uma hora dessa, depois de tudo o que eu passei para me perguntar se eu estou bem. Mas reponde: "Tudo, e você? Como foi o passeio, aproveitou?" Com uma vontade imensa de que ele responda que não. Que estava tudo muito ruim sem a sua presença. Ou qualquer coisa parecida só para lhe engalobar mesmo. Mas não é o que ele diz.
"Sim... aproveitei. Foi muito bom. Mas aqui... eu não vou aí hoje porque estou muito cansado. Tá bom?"
Você não acredita. Engole seco. Não diz nada. Percebe que ficou muda e diz:"Tá.Tá tudo bem. Eu vou sair com uns amigos. E diz o nome daqueles que você sabe que ele tem ciúmes só para não deixar as coisas assim tão fáceis."
Ele logo parece esquecer da tonteira (eu não ia comentar isso, mas é lógico que ele estava conversando mole, igual essas pessoas que saem de casa às 11 da manhã e voltam às 21, depois de uma comemoração com os amigos; até mesmo porque ele acabava de fazer isso) e diz: é, é assim nè? Você é assim mesmo. Então sai, sai."
E você acha que conseguiu descontar um pouco (bem pouco, é claro) da raiva que estava passando. Mas logo se dá conta de que tudo isso é muito mais do que raiva. É pior, muito pior. Você estava magoada. A raiva passa no dia posterior. Mas as mágoas custam a ser cicatrizadas.
"Então tá. Boa noite!Tchau!", parecem que você dizem juntos e desligam.
Você continua com o plano de dormir. Está chateada demais para ligar para os amigos que disse que ia sair, para sair de verdade. Eles também já deviam estar dormindo. Ou já teriam feito planos mais decentes do que ouvir a amiga enjoada dizer o quanto estava chateada. E prefere fazer companhia a si mesma. Mas descobre que era melhor se estivesse ficado sozinha. Sozinha de todo. Sem até você mesmo por perto. Porque você fica imaginando coisas demais para a sua cabeça. E acaba a chateando ainda mais, se é que ainda tem jeito.
Já se passaram algumas horas e você nem percebeu que tivera pensado tanto. Só se dá conta disso quando o telefone toca de novo. Você não quer atender. Mas não consegue não fazê-lo. É mais forte que sua vontade.
"Alô!", você atende.
"Alô! Onde você está?" a voz do outro lado da linha pergunta.
Você pensa em mentir. Pensa em algum lugar. Decora o que vai falar numa fração de segundos.
"Hein, aonde você está", ele pergunta novamente.
E depois de tudo pensado e decorado você responde: "Estou em casa". É mesmo um saco quando não consgue mentir. Sabe que se esforçou átoa. Gastou neurônios átoa.
"Você não disse que ia sair? Aonde está? Você falou aquilo só para me fazer raiva?", ele continua perguntando.
E você tem vontade de desligar. Como ele tem coragem de me ligar só para que eu lhe dê satisfações? E imagina que a raiva dele não é nem um milésimo da mágoa que você está sentindo. Resolve você perguntar agora: "Aonde VOCÊ está?"
"Eu estou em casa. Você me disse que ia sair, não disse?", insiste ele em perguntar.
E você resolve acabar com tudo aquilo que está te magoando. É melhor para nós dois, imagina. Agora não pode gastar neurônios àtoa. Tem que sair do jeito que planejar. Você decora em voz alta e se esquece de que ele está ouvindo... "É melhor a gente terminar tudo. Não vai dar certo. A gente fica se chatendo átoa. Eu tenho amigos que você não gosta. Você tem amigos que eu não conheço. Você não quer sair com meus amigos. Eu não posso sair com os seus.Eu deixo de viajar porque estou namorando você. Você deixa de viajar porque está namorando comigo e eu não posso ir com você. E muitas outras coisas..."
"O que?", ele pergunta fingindo não entender?
"É isso mesmo que você acabou de ouvir", você responde sem estar certa de tudo o que disse. Mas não voltaria atrás agora. Não poderia fazer isso.
"Você já estava pensando isso há muito tempo né?"
Mas você não estava. Você sabe que milésimos de segundo é muito tempo para atletas. Mas normalmente as pessoas não os contabilizam. Tanto que você nunca ouve alguém dizer: São tantas horas, tantos minutos, tantos segundos e tantos milésimos de segundo. Mas deveria dizer que havia dito tudo depois de pensar muito. Afinal pessoas normais tomam determinadas atitudes depois de longo período de planejamento. Mas você estava chateada. E achava que já teria ficado chateada por tempo demais. Aqueles milésimos de segundo deveriam saber o que o seu subconsciente queria. Ao menos deveriam saber antes de fazer qualquer burrada.
"É. Eu acho que vai ser melhor. Você não acha? Você pergunta imaginando que ele fosse lhe implorar para não terminar. Tudo em vão.
"A minha opinião não importa. Afinal, se você diz. Então tá. Tchau. Um beijo" e desliga.
Você se dá conta de que queria que esse beijo fosse em sua face. Ou em seus lábios. Mas não retorna a ligação. Sabe que está com a razão e pior do que isso, você está magoada. Resolve se deitar e dormir. E dorme. Dorme profundamente até perceber no outro dia, o que você fez na noite passada. Mas continua achando que tem razão. E percebe que a mágoa não foi embora depois da sua precipitada decisão. Resolve escrever. Escrever para tentar esquecer. Ou melhor, para deixar registrado em seu blog a sua mágoa. E talvez porque quem saiba, ainda apareca alguém que realmente entenda a profundidade que tem uma mágoa. E entenda você.
Você, há muito faz planos para viajar. Imagina rever a família. Sorrir aquele memso sorriso de quando ainda era uma criança. Com as mesmas companhias. Os mesmos tios. Que agora inevitavelmente ( ou há algum pequeno tempo atrás) você descobre que não eram tios. Eram primos. E se envergonha disso. Mesmo que ainda tenha a desculpa de dizer que ainda era criança quando os chamava assim. Mas a vergonha logo passa. E vem o entusiasmo de relembrar de como era bom quando dançava samba enquanto os "tios" batucavam em algum terreiro familiar. E sonha viver tudo de novo. Porém agora com um pouco mais de corpo e molejo. Mas sempre com o mesmo riso. E a companhia do até então ( porque você ainda não se desfez dele) namorado citado no artigo acima. Com a esperança de que o "dito cujo" se empolgue com a estrutura familiar feliz que ele presencia. Tanto, que ele saia correndo dali afim de passar no cartório em pleno sábado à tarde, dizendo que vai ficar ali, para esperar até segunda-feira que local abra suas portas novamente. Afim de não esperar mais nenhum instante. Nem correr o risco de que outras pessoas desesperadas em concretizar uma união conjugal o façam esperar ainda mais tempo na fila. Até mesmo porque ele agora também concorda em dizer que parece ter passado uma eternidade longe de você. Mas antes que esta felicidade realmente aconteça, você se depara com o seu pai que logo corta o seu barato dizendo que não vai deixar você viajar. Mas tudo isso tem um único motivo. Que você conhece muito bem. É a sua mãe. Que acha um verdadeiro absurdo um casal de namorados viajar sozinhos seja lá pra onde quer se seja. E seja lá com que objetivo ou força maior que seja. E mais uma vez você se desfalece por não poder conseguir mudar o seu rumo. Porque antes era a idéia de uma só pessoa para mudar. E agora meu bem... são três.
Então você imagina aproveitar o resto de férias que lhe resta de uma maneira mais sutil. Já escolhe mentalmente os filmes que vai querer assistir. As músicas que vai ouvir. O sono que vai dormir. Os lugares para frequentar. Os dias para namorar. Tudo isso porque precisa muito aproveitar os 10 dias que ainda lhe restam. Afinal, férias só passam a ser contabilizadas quando a ajudante da sua mãe chega das férias dela. E mesmo que você ache injusto ela tirar férias em plenas suas férias... ninguém além de você se importar com isso. Nem as três pessoas citadas acima, e muito menos a ajudante da sua mãe. Que consequentemente chega dois dias atrasada só para diminuir ainda mais os seus míseros dias de férias.
Então chega o 1º dia (dos três que ainda restam) de folga do seu namorado e também o dia em que você programou para desabafar com ele a tristeza de não poder viajarem. Mas ele não parece se importar muito com isso. O único consolo é: "Um dia isso passa". Mas pelo telefone, não consegue te convencer de que ele esteja tão satisfeito assim. E antes que você sugira um passeio vespertino, ele ressalta um sorriso e diz que vai sair com os amigos. Precisa comemorar a aposentadoria de sabe se lá quem (tudo isso porque você mal conhece os amigos dele, mesmo depois de três anos de namoro) numa lagoa que você adora ir. Mas você não poderá os acompanhar desta vez porque só vai "os cuecas". E os seus planos mais uma vez vão por água abaixo. Mas tão baixo que você não faz idéia de onde vai parar. Mas não se deixa abater. Ele termina dizendo só para lhe convencer: "à noite vou aí, pra gente namorar". E você fica o dia todo esperando a noite chegar. Para poder namorar, desabafar. Se animar. E a noite finalmente chega. Mas o namorado não. Você liga e a mãe dele te pergunta: "Uai, você não estava com ele? Ele ainda não chegou". Você desliga ainda mais chateada. Mas segura mais uma vez o choro. Não quer estar com a cara inchada quando ele chegar. Se chegar. Mas é melhor prevenir. Você quer demonstrar que se alegra por ele se divertir com os amigos. Segura e segura. Por muito tempo. Até não aguentar mais. E desabar no seu quarto. Encharcar o travesseiro. Qua aliás ainda é o único que está sempre ali no mesmo lugar quando você o procura. Talvez seja porque não tenha pernaspara também correr de você. Mas isso pouco importa nesse momento.
Você agora faz planos para dormir. A cama também não pode fugir de você. Logo, o telefone toca. Você sabe quem é e decide não atender. Deixa tocar até cair a ligação. E volta a deixar tocar mais outras duas vezes até não resistir e atender.
"Oi!", sai do outro lado da linha.
"Oi!", você resmunga sem deixar claro de que está resmungando.
"Tudo bem?"
Você imagina: que idéia ele me ligar uma hora dessa, depois de tudo o que eu passei para me perguntar se eu estou bem. Mas reponde: "Tudo, e você? Como foi o passeio, aproveitou?" Com uma vontade imensa de que ele responda que não. Que estava tudo muito ruim sem a sua presença. Ou qualquer coisa parecida só para lhe engalobar mesmo. Mas não é o que ele diz.
"Sim... aproveitei. Foi muito bom. Mas aqui... eu não vou aí hoje porque estou muito cansado. Tá bom?"
Você não acredita. Engole seco. Não diz nada. Percebe que ficou muda e diz:"Tá.Tá tudo bem. Eu vou sair com uns amigos. E diz o nome daqueles que você sabe que ele tem ciúmes só para não deixar as coisas assim tão fáceis."
Ele logo parece esquecer da tonteira (eu não ia comentar isso, mas é lógico que ele estava conversando mole, igual essas pessoas que saem de casa às 11 da manhã e voltam às 21, depois de uma comemoração com os amigos; até mesmo porque ele acabava de fazer isso) e diz: é, é assim nè? Você é assim mesmo. Então sai, sai."
E você acha que conseguiu descontar um pouco (bem pouco, é claro) da raiva que estava passando. Mas logo se dá conta de que tudo isso é muito mais do que raiva. É pior, muito pior. Você estava magoada. A raiva passa no dia posterior. Mas as mágoas custam a ser cicatrizadas.
"Então tá. Boa noite!Tchau!", parecem que você dizem juntos e desligam.
Você continua com o plano de dormir. Está chateada demais para ligar para os amigos que disse que ia sair, para sair de verdade. Eles também já deviam estar dormindo. Ou já teriam feito planos mais decentes do que ouvir a amiga enjoada dizer o quanto estava chateada. E prefere fazer companhia a si mesma. Mas descobre que era melhor se estivesse ficado sozinha. Sozinha de todo. Sem até você mesmo por perto. Porque você fica imaginando coisas demais para a sua cabeça. E acaba a chateando ainda mais, se é que ainda tem jeito.
Já se passaram algumas horas e você nem percebeu que tivera pensado tanto. Só se dá conta disso quando o telefone toca de novo. Você não quer atender. Mas não consegue não fazê-lo. É mais forte que sua vontade.
"Alô!", você atende.
"Alô! Onde você está?" a voz do outro lado da linha pergunta.
Você pensa em mentir. Pensa em algum lugar. Decora o que vai falar numa fração de segundos.
"Hein, aonde você está", ele pergunta novamente.
E depois de tudo pensado e decorado você responde: "Estou em casa". É mesmo um saco quando não consgue mentir. Sabe que se esforçou átoa. Gastou neurônios átoa.
"Você não disse que ia sair? Aonde está? Você falou aquilo só para me fazer raiva?", ele continua perguntando.
E você tem vontade de desligar. Como ele tem coragem de me ligar só para que eu lhe dê satisfações? E imagina que a raiva dele não é nem um milésimo da mágoa que você está sentindo. Resolve você perguntar agora: "Aonde VOCÊ está?"
"Eu estou em casa. Você me disse que ia sair, não disse?", insiste ele em perguntar.
E você resolve acabar com tudo aquilo que está te magoando. É melhor para nós dois, imagina. Agora não pode gastar neurônios àtoa. Tem que sair do jeito que planejar. Você decora em voz alta e se esquece de que ele está ouvindo... "É melhor a gente terminar tudo. Não vai dar certo. A gente fica se chatendo átoa. Eu tenho amigos que você não gosta. Você tem amigos que eu não conheço. Você não quer sair com meus amigos. Eu não posso sair com os seus.Eu deixo de viajar porque estou namorando você. Você deixa de viajar porque está namorando comigo e eu não posso ir com você. E muitas outras coisas..."
"O que?", ele pergunta fingindo não entender?
"É isso mesmo que você acabou de ouvir", você responde sem estar certa de tudo o que disse. Mas não voltaria atrás agora. Não poderia fazer isso.
"Você já estava pensando isso há muito tempo né?"
Mas você não estava. Você sabe que milésimos de segundo é muito tempo para atletas. Mas normalmente as pessoas não os contabilizam. Tanto que você nunca ouve alguém dizer: São tantas horas, tantos minutos, tantos segundos e tantos milésimos de segundo. Mas deveria dizer que havia dito tudo depois de pensar muito. Afinal pessoas normais tomam determinadas atitudes depois de longo período de planejamento. Mas você estava chateada. E achava que já teria ficado chateada por tempo demais. Aqueles milésimos de segundo deveriam saber o que o seu subconsciente queria. Ao menos deveriam saber antes de fazer qualquer burrada.
"É. Eu acho que vai ser melhor. Você não acha? Você pergunta imaginando que ele fosse lhe implorar para não terminar. Tudo em vão.
"A minha opinião não importa. Afinal, se você diz. Então tá. Tchau. Um beijo" e desliga.
Você se dá conta de que queria que esse beijo fosse em sua face. Ou em seus lábios. Mas não retorna a ligação. Sabe que está com a razão e pior do que isso, você está magoada. Resolve se deitar e dormir. E dorme. Dorme profundamente até perceber no outro dia, o que você fez na noite passada. Mas continua achando que tem razão. E percebe que a mágoa não foi embora depois da sua precipitada decisão. Resolve escrever. Escrever para tentar esquecer. Ou melhor, para deixar registrado em seu blog a sua mágoa. E talvez porque quem saiba, ainda apareca alguém que realmente entenda a profundidade que tem uma mágoa. E entenda você.
quinta-feira, 12 de julho de 2007
Ter ou não ter namorado
Quem não tem namorado é alguém que tirou férias remuneradas de si mesmo. Namorado é a mais difícil das conquistas. Difícil porque namorado de verdade é muito raro. Necessita de adivinhação, de pele, saliva, lágrima, nuvem, quindim, brisa ou filosofia. Paquera, gabira, flerte, caso, transa, envolvimento, até paixão é fácil. Mas namorado mesmo é muito difícil. Namorado não precisa ser o mais bonito, mas ser aquele a quem se quer proteger e quando se chega ao lado dele a gente treme, sua frio, e quase desmaia pedindo proteção.A proteção dele não precisa ser parruda ou bandoleira:basta um olhar de compreensão ou mesmo de aflição.Quem não tem namorado não é quem não tem amor: é quem não sabe o gosto de namorar. Se você tem três pretendentes,dois paqueras, um envolvimento, dois amantes e um esposo; mesmo assim pode não ter nenhum namorado. Não tem namorado quem não sabe o gosto da chuva, cinema, sessão das duas,medo do pai, sanduíche da padaria ou drible no trabalho.
Não tem namorado quem transa sem carinho, quem se acaricia sem vontade de virar lagartixa e quem ama sem alegria.
Não tem namorado quem faz pactos de amor apenas com a infelicidade. Namorar é fazer pactos com a felicidade,ainda que rápida, escondida, fugidia ou impossível de curar.
Não tem namorado quem não sabe dar o valor de mãos dadas,de carinho escondido na hora que passa o filme, da flor catada no muro e entregue de repente, de poesia de Fernando Pessoa, Vinícius de Moraes ou Chico Buarque, lida bem devagar, de gargalhada quando fala junto ou descobre a meia rasgada, de ânsia enorme de viajar junto para a Escócia,ou mesmo de metrô, bonde, nuvem, cavalo, tapete mágicoou foguete interplanetário.
Não tem namorado quem não gosta de dormir, fazer sesta abraçado, fazer compra junto. Não tem namorado quem nãogosta de falar do próprio amor nem de ficar horase horas olhando o mistério do outro dentro dos olhos dele;abobalhados de alegria pela lucidez do amor.
Não tem namorado quem não redescobre a criançae a do amado e vai com ela a parques, fliperamas,beira d’água, show do Milton Nascimento, bosques enluarados, ruas de sonhos ou musical da Metro.
Não tem namorado quem não tem música secreta com ele, quem não dedica livros, quem não recorta artigos, quem não se chateia com o fato de seu bem ser paquerado. Não tem namorado quem ama sem gostar; quem gosta sem curtir; quem curte sem aprofundar. Não tem namorado quem nunca sentiu o gosto de ser lembrado de repente no fim de semana, na madrugada ou meio-dia do dia de sol em plena praia cheia de rivais.
Não tem namorado quem ama sem se dedicar, quem namora sem brincar, quem vive cheio de obrigações; quem faz sexo sem esperar o outro ir junto com ele. Não tem namorado que confunde solidão com ficar sozinho e em paz.Não tem namorado quem não fala sozinho, não ri de si mesmoe quem tem medo de ser afetivo.
Se você não tem namorado porque não descobriu que o amor é alegre e você vive pesando 200Kg de grilos e de medos. Ponha a saia mais leve, aquela de chita, e passeie de mãos dadas com o ar. Enfeite-se com margaridas e ternuras e escove a alma com leves fricções de esperança. De alma escovada e coração estouvado, saia do quintal de si mesma e descubra o próprio jardim. Acorde com gosto de caqui e sorria lírios para quem passe debaixo de sua janela. Ponha intenção de quermesse em seus olhos e beba licor de contos de fada.Ande como se o chão estivesse repleto de sons de flauta e do céu descesse uma névoa de borboletas, cada qual trazendo uma pérola falante a dizer frases sutis e palavras de galanteio.
Se você não tem namorado é porque não enlouqueceu aquele pouquinho necessário para fazer a vida parar e,de repente, parecer que faz sentido.
*** Eu tenho muito mais do que um namorado. Eu sou totalmente enlouquecida!
Não tem namorado quem transa sem carinho, quem se acaricia sem vontade de virar lagartixa e quem ama sem alegria.
Não tem namorado quem faz pactos de amor apenas com a infelicidade. Namorar é fazer pactos com a felicidade,ainda que rápida, escondida, fugidia ou impossível de curar.
Não tem namorado quem não sabe dar o valor de mãos dadas,de carinho escondido na hora que passa o filme, da flor catada no muro e entregue de repente, de poesia de Fernando Pessoa, Vinícius de Moraes ou Chico Buarque, lida bem devagar, de gargalhada quando fala junto ou descobre a meia rasgada, de ânsia enorme de viajar junto para a Escócia,ou mesmo de metrô, bonde, nuvem, cavalo, tapete mágicoou foguete interplanetário.
Não tem namorado quem não gosta de dormir, fazer sesta abraçado, fazer compra junto. Não tem namorado quem nãogosta de falar do próprio amor nem de ficar horase horas olhando o mistério do outro dentro dos olhos dele;abobalhados de alegria pela lucidez do amor.
Não tem namorado quem não redescobre a criançae a do amado e vai com ela a parques, fliperamas,beira d’água, show do Milton Nascimento, bosques enluarados, ruas de sonhos ou musical da Metro.
Não tem namorado quem não tem música secreta com ele, quem não dedica livros, quem não recorta artigos, quem não se chateia com o fato de seu bem ser paquerado. Não tem namorado quem ama sem gostar; quem gosta sem curtir; quem curte sem aprofundar. Não tem namorado quem nunca sentiu o gosto de ser lembrado de repente no fim de semana, na madrugada ou meio-dia do dia de sol em plena praia cheia de rivais.
Não tem namorado quem ama sem se dedicar, quem namora sem brincar, quem vive cheio de obrigações; quem faz sexo sem esperar o outro ir junto com ele. Não tem namorado que confunde solidão com ficar sozinho e em paz.Não tem namorado quem não fala sozinho, não ri de si mesmoe quem tem medo de ser afetivo.
Se você não tem namorado porque não descobriu que o amor é alegre e você vive pesando 200Kg de grilos e de medos. Ponha a saia mais leve, aquela de chita, e passeie de mãos dadas com o ar. Enfeite-se com margaridas e ternuras e escove a alma com leves fricções de esperança. De alma escovada e coração estouvado, saia do quintal de si mesma e descubra o próprio jardim. Acorde com gosto de caqui e sorria lírios para quem passe debaixo de sua janela. Ponha intenção de quermesse em seus olhos e beba licor de contos de fada.Ande como se o chão estivesse repleto de sons de flauta e do céu descesse uma névoa de borboletas, cada qual trazendo uma pérola falante a dizer frases sutis e palavras de galanteio.
Se você não tem namorado é porque não enlouqueceu aquele pouquinho necessário para fazer a vida parar e,de repente, parecer que faz sentido.
*** Eu tenho muito mais do que um namorado. Eu sou totalmente enlouquecida!
terça-feira, 10 de julho de 2007
O que são Promessas?
"Pensando bem, em tudo o que a gente vê, vivencia, ouve e pensa, não existe uma pessoa certa pra gente. Existe uma pessoa que, se você for parar pra pensar, é na verdade, a pessoa errada. Porque a pessoa certa faz tudo certinho.Chega na hora certa, Fala as coisas certas, Faz as coisas certas. Mas nem sempre a gente tá precisando das coisas certas.Aí é a hora de procurar a pessoa errada. A pessoa errada te faz perder a cabeça. Fazer loucuras. Perder a hora. Morrer de amor. A pessoa errada vai ficar um dia sem te procurar. Que é prá na hora que vocês se encontrarem, a entrega ser muito mais verdadeira. A pessoa errada, é na verdade, aquilo que a gente chama de pessoa certa. Essa pessoa vai te fazer chorar. Mas uma hora depois vai estar enxugando suas lágrimas. Essa pessoa vai tirar seu sono. Mas vai te dar em troca uma noite de amor inesquecível. Essa pessoa talvez te magoe, e depois te enche de mimos pedindo seu perdão. Essa pessoa pode não estar 100% do tempo ao seu lado. Mas vai estar 100% da vida dela esperando você. Vai estar o tempo todo pensando em você...A pessoa errada tem que aparecer pra todo mundo. Porque a vida não é certa. Nada aqui é certo. O que é certo mesmo, é que temos que viver cada momento, cada segundo, amando, sorrindo, chorando, emocionando, pensando, agindo, querendo, conseguindo.E só assim é possível chegar àquele momento do dia em que a gente diz: "Graças à Deus deu tudo certo". Quando na verdade tudo o que Ele quer é que a gente encontre a pessoa errada. Para que as coisas comecem realmente a funcionar direito prá gente. Nossa missão: Compreender o universo de cada ser humano, respeitar as diferenças, brindar as descobertas, buscar a evolução. Quando a gente acha que tem todas as respostas, vem a vida e muda todas as perguntas..."
Eu prometi que não ia chorar, nem sofrer. Prometi até que não lhe escreveria mais. Promessas que não foram cumpridas desde o início não poderiam fazer tanta diferença neste momento. Eu queria conseguir lhe dizer pessoalmente tudo o que me vêem à cabeça quando lhe escrevo. Mas as palavras parecem travar a minha fala e me fazem engasgar com as mentiras que eu mesma invento. Você portanto, tão decidido das suas decisões, teria a opção de não ler minha mensagem. Mas não o fez. Pelo menos por enquanto. E se ainda te conheço sei que não vai deixar de ler as inúmeras linhas que te dedico. As palavras devem mesmo encher o teu ego. Devem te deixar tão soberbo de si mesmo que a importância de me deixar exposta à ti não faz neste momento nenhuma diferença. Esperava muito mais de você. Mas o que uma pessoa errada pode fazer de certo na vida da gente?
Eu prometi que não ia chorar, nem sofrer. Prometi até que não lhe escreveria mais. Promessas que não foram cumpridas desde o início não poderiam fazer tanta diferença neste momento. Eu queria conseguir lhe dizer pessoalmente tudo o que me vêem à cabeça quando lhe escrevo. Mas as palavras parecem travar a minha fala e me fazem engasgar com as mentiras que eu mesma invento. Você portanto, tão decidido das suas decisões, teria a opção de não ler minha mensagem. Mas não o fez. Pelo menos por enquanto. E se ainda te conheço sei que não vai deixar de ler as inúmeras linhas que te dedico. As palavras devem mesmo encher o teu ego. Devem te deixar tão soberbo de si mesmo que a importância de me deixar exposta à ti não faz neste momento nenhuma diferença. Esperava muito mais de você. Mas o que uma pessoa errada pode fazer de certo na vida da gente?
quinta-feira, 5 de julho de 2007
Estes dias recebi um email falando de uma nova revista mensal, que seria lançada este mês. Procurei em toda parte saber mais informações sobre a mesma. Não foi muito difícil levantar informações de quem eram os editores e quais as suas idéias iniciais. Enfim, me interessei nela. E resolvi esperar a sua chegada às bancas. Aguardei até ontem, (já que estaria disponível apartir do dia 1º) mas como Ipatinga é uma roça, já imagina que ela não tenha chegado. E foi isso mesmo o que ocorreu. Não a encontrei em lugar nenhum. Resolvi pesquisar novamente. Tentei digitar o nome da revista no lugar do endereço de sites e... nada. Pensei... vou digitar então: www.revistabrasileiros.com.br , afinal nos sites de jornais geralmente vêem o nome "jornal" antes. Digitei calmamente imaginando que não iria conseguir. Mas tinha esperança. E essa... como sempre é a última que morre. Até que, eis que surge um site. Dizendo: "Para entrar, clique aqui". Mais que depressa cliquei; talvez ainda tivesse medo que a página sumisse da minha frente e que logo aparecesse aquela paginazinha chata que certamente ninguém gosta de encontrar. "Esta página não pode ser exibida". Mas ela agora se exibia para mim. Assim... brilhante. Como um sonho que ainda não chegou ao fim. E eu pude ver com meus próprios olhos a dádiva, a beleza, a ternura. Era para mim como um filho. Um filho que eu não pari. Mas continuava a ter sentimento de mãe. Abri. As setas indicavam a maravilhosa idéia de diagramção. As fotos. Fotografias.Pictures.Lindas. Belas. Perfeitas.Beautiful. Qualidades que qualquer um pode ver. Talvez não fique tão vangloriada como eu mas... tudo bem. Afinal, eu sou mãe, se lembra?
Comecei a ler as matérias. Quanta ousadia. Preconceito tratado logo na 1º edição e estampada na capa. Porque tamanha surpresa? Talvez seja porque ainda não tenha me acostumado a ver pessoas engajadas em discutir esta relação. Pelo menos tratá-la de uma forma tão simles. E plena. Fui passando as páginas. E lendo. Quando percebi que me deparava com a seguinte frase: "Leia a íntegra no impresso". Frustração. Tristeza. Desamparo. Foi tudo o que eu senti. E antes que começasse a chorar, pensei em averigüar o restante das matérias. E todas vinham com o maldito lembrete embaixo. Fechei o site. Abri de novo. Fechei mais uma vez. Resolvi procurar pelo email da editora. Saber como poderia e aonde encontraria a tão almejada revista. E nada. Mais uma vez me dei com burros nágua. Mais tristeza. Ódio. Resolvi entrar no site que um dos editores postava algumas idéias, mesmo sabendo que o site tinha sido desabilitado. Mas tinha esperança. Miúda mas tinha. Entrei no site: www.nominimo.com.br . Peguei o email do ricardo. É, do Ricardo Kotscho. Escrevi. Só algumas linhas. Poucas. Mas que diziam muito. Muito da primeira impressão que tive da revista. Mesmo não tendo-a lido na íntegra. Enviei.
Eram 15:45 da tarde. Abri novamente o site. Folhiei. Fechei. Resolvi escrever para você. Agradecer. Nem sei mesmo porque. Mas sabia que tinha a ver com tudo o que apredi nos últimos tempos. E mesmo sendo a que talvez tenha menos frequentado as suas aulas; Talvez tenha sido a que mais aprendeu. E eu me sinto grata por isso. Porque além da sua matéria metodológica aprendi que não devo desistir. Que há pessoas que curtem minha opinião. Que concordam comigo. Mesmo que em termos. Que eu posso continuar querendo mudar o mundo. Mesmo que o mundo não seje de todo mudado. Mas que eu devo fazer a minha parte. Sempre. Então comecei a escrever. Destinatário: para você. Pensei em contar sobre a revista. Mas não tinha muito assunto. Não podia dizer nada além de: eu quero uma. Resolvi dizer só obrigada mesmo. Porque se dissesse que gostaria de conseguir uma revista soaria como pedinte demais. Continuei a digitar algumas frases. Pontuei com outras frases encontradas nas reportagens da revista. Estava tão ansiosa que não conseguiria escrever sem citá-las. São apenas 50.000 exemplares. Mas que facilmente se esgotariam das bancas se todos tivessem conhecimento do quanto ela é boa. Assim, escrevendo ouvi um barulho. Conhecido. Era o som de mais um email recebido. Cliquei para abrir. A página logo se estendeu. Estava escrito o nome do remetente. Imaginei que alguém quisesse brincar comigo. Esfreguei os olhos. Mais uma vez. Com muita força. Eles lacrimejaram. Mas não foi por causa da força praticada sobre eles. Era um choro de alegria mesmo. Li a palavra como se estivesse aprendeno a ler naquele momento.
Soletrei: R I C A R D O K O T S C H O. Comecei a ler o email de baixo para cima. Queria comprovar aquela assinatura. Sim, era realmente dele. Eram poucas linhas. Umas seis para ser mais específica. Li e reli umas cincos vezes consecutivas. Entre lágrimas e sorrisos de felicidade. E para aumentar minha alegria a última frase dizia: "gostei tanto da tua mensagem que já a encaminhei ao editor para que seja publicada no próximo número da revista. tudo de bom, um beijo. ricardo kotscho"
Claro! Não vamos nos empolgar em demasia. Certamente sairá na coluna "Carta do leitor". Mas o que não diminuiu a minha empolgação. Afinal, sei que... uma semente bem plantada, certamente terá um futuro de belas flores e frutos.
***Ps: esta carta sabe que destino deve tomar.
Comecei a ler as matérias. Quanta ousadia. Preconceito tratado logo na 1º edição e estampada na capa. Porque tamanha surpresa? Talvez seja porque ainda não tenha me acostumado a ver pessoas engajadas em discutir esta relação. Pelo menos tratá-la de uma forma tão simles. E plena. Fui passando as páginas. E lendo. Quando percebi que me deparava com a seguinte frase: "Leia a íntegra no impresso". Frustração. Tristeza. Desamparo. Foi tudo o que eu senti. E antes que começasse a chorar, pensei em averigüar o restante das matérias. E todas vinham com o maldito lembrete embaixo. Fechei o site. Abri de novo. Fechei mais uma vez. Resolvi procurar pelo email da editora. Saber como poderia e aonde encontraria a tão almejada revista. E nada. Mais uma vez me dei com burros nágua. Mais tristeza. Ódio. Resolvi entrar no site que um dos editores postava algumas idéias, mesmo sabendo que o site tinha sido desabilitado. Mas tinha esperança. Miúda mas tinha. Entrei no site: www.nominimo.com.br . Peguei o email do ricardo. É, do Ricardo Kotscho. Escrevi. Só algumas linhas. Poucas. Mas que diziam muito. Muito da primeira impressão que tive da revista. Mesmo não tendo-a lido na íntegra. Enviei.
Eram 15:45 da tarde. Abri novamente o site. Folhiei. Fechei. Resolvi escrever para você. Agradecer. Nem sei mesmo porque. Mas sabia que tinha a ver com tudo o que apredi nos últimos tempos. E mesmo sendo a que talvez tenha menos frequentado as suas aulas; Talvez tenha sido a que mais aprendeu. E eu me sinto grata por isso. Porque além da sua matéria metodológica aprendi que não devo desistir. Que há pessoas que curtem minha opinião. Que concordam comigo. Mesmo que em termos. Que eu posso continuar querendo mudar o mundo. Mesmo que o mundo não seje de todo mudado. Mas que eu devo fazer a minha parte. Sempre. Então comecei a escrever. Destinatário: para você. Pensei em contar sobre a revista. Mas não tinha muito assunto. Não podia dizer nada além de: eu quero uma. Resolvi dizer só obrigada mesmo. Porque se dissesse que gostaria de conseguir uma revista soaria como pedinte demais. Continuei a digitar algumas frases. Pontuei com outras frases encontradas nas reportagens da revista. Estava tão ansiosa que não conseguiria escrever sem citá-las. São apenas 50.000 exemplares. Mas que facilmente se esgotariam das bancas se todos tivessem conhecimento do quanto ela é boa. Assim, escrevendo ouvi um barulho. Conhecido. Era o som de mais um email recebido. Cliquei para abrir. A página logo se estendeu. Estava escrito o nome do remetente. Imaginei que alguém quisesse brincar comigo. Esfreguei os olhos. Mais uma vez. Com muita força. Eles lacrimejaram. Mas não foi por causa da força praticada sobre eles. Era um choro de alegria mesmo. Li a palavra como se estivesse aprendeno a ler naquele momento.
Soletrei: R I C A R D O K O T S C H O. Comecei a ler o email de baixo para cima. Queria comprovar aquela assinatura. Sim, era realmente dele. Eram poucas linhas. Umas seis para ser mais específica. Li e reli umas cincos vezes consecutivas. Entre lágrimas e sorrisos de felicidade. E para aumentar minha alegria a última frase dizia: "gostei tanto da tua mensagem que já a encaminhei ao editor para que seja publicada no próximo número da revista. tudo de bom, um beijo. ricardo kotscho"
Claro! Não vamos nos empolgar em demasia. Certamente sairá na coluna "Carta do leitor". Mas o que não diminuiu a minha empolgação. Afinal, sei que... uma semente bem plantada, certamente terá um futuro de belas flores e frutos.
***Ps: esta carta sabe que destino deve tomar.
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